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Assimetria dos seios vai além do problema estético

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A servidora pública Patrícia Vieira Mota, de 36 anos, percebeu que havia diferença no tamanho de suas mamas durante a adolescência. Apesar de perceptível para ela, não era visível para as outras pessoas e, por isso, não se tornou uma dificuldade. Sempre com visitas regulares ao ginecologista, tinha o diagnóstico de que não havia nenhum problema orgânico, apenas o estético e conviveu com isso tranquilamente.

Mas, depois de duas gestações, as coisas mudaram. Após amamentar o primeiro filho já percebeu o quanto a mama direita ficou maior que a esquerda e depois da segunda gestação a diferença aumentou. “Sempre tive muito cuidado de oferecer os dois seios igualmente na amamentação dos meus filhos, mas o aspecto ficou muito diferente de uma e da outra.” O ponto crucial foi quando uma pessoa que nem conhecia percebeu a diferença e perguntou se ela amamentava a filha de um lado só. “Desde aquele dia não tenho usado decotes e nem roupas mais cavadas”, conta Patrícia. Foi então que ela resolveu que, assim que desmamar a filha, irá fazer um procedimento cirúrgico para resolver o que se tornou um incômodo.

Esta situação vivida por Patrícia tem nome: assimetria mamária, que se caracteriza por uma das mamas ter forma, tamanho ou situação diferente relativamente à outra. É algo bem comum quando tem início o desenvolvimento do botão mamário, que costuma ocorrer em um dos lados primeiro, durante a puberdade. E mesmo após a fase da adolescência, quando adultas, algumas mulheres podem continuar apresentando uma mama ligeiramente maior do que a outra ou em um formato um pouco diferente. A diferença, na maioria das vezes, é bem pequena e não traz grandes preocupações. Mas, quando esta assimetria é muito evidente e persiste com o passar do tempo ou, ainda, é motivo de insatisfação, pode-se pensar numa solução cirúrgica.

A cirurgia para correção da assimetria mamária é a mamoplastia, que objetiva igualar o tamanho das mamas, o formato ou a posição das mamas e/ou aréolas. Em alguns casos, a cirurgia não consegue deixar as duas mamas totalmente iguais, por conta das diferenças que envolvem as partes ósseas e músculos do tórax.

Em casos mais raros, algumas patologias também causam a assimetria mamária, como no câncer de mama. Por este motivo, qualquer alteração que venha a surgir precisa ser investigada.

Além da questão estética

De acordo com uma publicação da “Cirurgia Plástica e Reconstrutiva”, revista médica oficial da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (American Society of Plastic Surgeons), as diferenças no tamanho dos seios impactam significativamente a saúde mental de garotas adolescentes, afetando a autoestima, o bem-estar emocional e a capacidade de interação social. A publicação mostra que a assimetria das mamas pode ter efeitos psicológicos e emocionais negativos, por isso precisa ser acompanhada e levada em consideração pela classe médica e família.

A pesquisa avaliou a capacidade psicossocial e a qualidade de vida associada à saúde de 59 adolescentes e mulheres entre 12 e 21 anos, com assimetria mamária. Em todas as pacientes, a diferença era de pelo menos um número no tamanho do sutiã. Outras avaliações similares foram realizadas em um grupo de meninas que não sofriam do problema e em outro de garotas que sofriam de hipertrofia mamária. Diversos aspectos da saúde mental e do bem-estar eram inferiores para garotas com assimetria mamária e hipertrofia, comparados aos das garotas com seios “normais”.

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