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Doze respostas para quem quer dar um “up” no bumbum

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Os padrões de beleza não perdoam e consideram como modelo “esteticamente correto” aqueles bem firmes. Quanto mais durinhos e arredondados, melhor. Sabe do que se trata? Quem pensou no bumbum, parabéns, acertou em cheio! Acertou em cheio também quem imaginou o esforço necessário para chegar a esse nível. O ideal é que o bumbum perfeito seja – quando não um presente da natureza – um prêmio pela constante dedicação aos exercícios voltados para esse objetivo. E isso é possível por meio de muita disciplina e persistência, afinal não se trata de uma mudança da noite para o dia.
No entanto, há situações nas quais a atividade física, ainda que rotineira, deixa de ser uma eficiente aliada. “A genética, a perda de colágeno – uma proteína que dá firmeza e elasticidade à pele, o ganho e a perda de peso num curto período e o histórico de várias gestações são fatores de um grau de flacidez mais elevado”, explica o cirurgião plástico Rodrigo Cruvinel.
O que fazer quando o organismo não responde à prática física como antes? Existe uma alternativa para dar uma levantada e corrigir deformidades. A cirurgia recebe o nome de gluteoplastia, que pode, por meio do implante de silicone, aumentar, empinar e dar uma remodelada na região. “Importante ficar claro que não há milagres. Uma boa conversa entre médico e paciente sobre as expectativas e os resultados reais é fundamental para evitar frustrações e resultados indesejados”, alerta o especialista.
Selecionamos algumas informações sobre gluteoplastia. Saiba o que é verdade.
1. Qualquer pessoa pode fazer a cirurgia.
Falso. É preciso ter, no mínimo, 18 anos de idade e boas condições de saúde. O procedimento é indicado para quem tem flacidez excessiva, nádegas pequenas e/ou sem formato uniforme, com aparência de caídas e quadradas. Casos resolvidos com exercícios não necessitam de intervenção cirúrgica. Pessoas com doenças autoimunes, como Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), não podem fazer a cirurgia.
2. O pré-operatório exige exames.
Verdade. Como saber se o paciente pode se submeter à operação? A avaliação clínica, durante a consulta, e os exames complementares são capazes de dar a resposta. Eles afastam dúvidas a respeito da existência de patologias e o contrário também. Permitem identificar doenças as quais não se suspeitava. Pode até parecer bobagem diante de uma boa aparência, sem dores e outros sintomas. Só parece. É uma medida responsável por parte do profissional para evitar riscos. Entre os principais exames solicitados estão: hemograma completo, eletrocardiograma e radiografias.

3. O paciente decide sozinho o formato e o tamanho da prótese.
Falso. A pessoa chega ao consultório com a vontade de melhorar a aparência, corrigir as falhas e, em muitas situações, com fotos e desenhos nas mãos, do novo formato em mente. Porém, nem sempre é possível atender ao pedido, isso porque as características físicas do paciente (estrutura óssea, peso e altura) devem ser consideradas. Cabe ao especialista apresentar as opções e esclarecer os resultados que cada uma oferece. Os tamanhos variam de 150 ml a 480 ml. A escolha é em conjunto e concilia vontade com possibilidade.
Próteses redondas: indicada para quem tem quadril mais largo, visto que levantam mais o glúteo. Essas dão o aspecto mais artificial.
Próteses ovais: indicada para quem tem quadril mais estreito. Essas deixam o contorno mais natural.
4. A gluteoplastia pode ser feita em clínica.
Falso. Trata-se de um procedimento que dura cerca de 2 horas. O paciente recebe anestesia geral ou local (peridural ou raqui), com sedação. Em hipótese alguma pode ocorrer numa clínica. O local correto é o centro cirúrgico de hospital dotado de toda a estrutura, inclusive para atender o paciente caso ocorram complicações. O tempo mínimo de internação é de 24 horas.
5. A cicatriz é pequena e discreta.
Verdade. A medicina avança também nessa questão de reduzir as marcas físicas que as cirurgias deixam no rosto ou corpo. Atualmente, faz-se uma incisão entre os glúteos (no chamado cofrinho) que varia de 5 a 7 centímetros. Em seguida, é feita a introdução da prótese, um lado de cada vez. O médico pode optar por posicioná-la dentro do músculo glúteo máximo – a mais comum, mais segura e com melhor resultado – abaixo ou acima. O corte transforma-se numa cicatriz na altura do cóccix.
6. O médico pode associar outras técnicas, simultaneamente.
Verdade. Há possibilidade, por exemplo, de junto com a gluteoplastia fazer uma lipoescultura, na qual o médico retira o excesso de gordura das costas e coxas e enxerta nas nádegas, o que permite melhor modelagem. No entanto, tudo isso deve ser conversado antes com o cirurgião para verificar essa possibilidade.
7. O paciente fica um mês sem sentar.
Verdadeiro. O pós-operatório varia de acordo com a evolução do paciente. Em geral, a orientação é dormir de bruços, nas primeiras 48 horas, e só depois disso começar a ficar de lado. Alguns especialistas recomendam sentar-se a partir do 7º ou 10º dia, em superfícies mais duras. Outros defendem que esse tempo deve ser de um mês. Importante ressaltar que ao longo de 30 dias o paciente deve usar uma cinta modeladora para garantir uma satisfatória recuperação.
8. A cirurgia pode trazer complicações.
Verdade. A prótese é um corpo estranho no organismo, e tudo que não faz parte da estrutura natural pode sofrer uma rejeição. O índice é pequeno, mas existe. Na lista, há também possibilidade de abrir os pontos, reações alérgicas, inchaço e infecções. Seguir as orientações durante o pós-operatório é essencial. O repouso é fundamental.
9. O silicone pode estourar.
Falso. As próteses são mais rígidas e grossas do que aquelas usadas nos seios. Elas contam com várias camadas de revestimento feito de material que suporta fortes impactos. A alta densidade impede vazamentos. O ideal é fazer o procedimento com profissional devidamente preparado, visto que a prótese deve estar bem posicionada.
10. O resultado é imediato.
Falso. O organismo precisa de um tempo para se adaptar e acomodar a prótese. Em média, o resultado fica visível 6 meses após o procedimento.
11. Quem faz gluteoplastia não pode tomar injeção no bumbum.
Verdade. Imagine que a agulha vai furar apenas a prótese e, com isso, o medicamento ficará retido e não fará efeito. Além disso, poderá danificar (pouco a pouco) o material implantado. A mesma orientação vale para vacinas.
12. As estatísticas aumentam.
Verdade. A gluteoplastia era um procedimento que trazia complicações e resultados artificiais, o que causava medo. No entanto, a evolução da técnica virou o jogo. Hoje, quem quiser nem precisa dizer que passou pelo procedimento, em virtude do aspecto natural apresentado pelas próteses utilizadas. Isso sem falar na segurança. De acordo com o Ibope, em 2009, o Brasil realizou 8 mil procedimentos dessa natureza.

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