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Somem os quilos e aparece a flacidez

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As cirurgias plásticas após a bariátrica são necessárias, mas nada de pressa. Tudo na hora certa

Imagina uma pessoa com o astral lá em cima. É assim que está a servidora pública, Rossana Gonçalves, 51 anos, que mora em Brasília, no Distrito Federal. Hoje, em frente ao espelho, ela vê uma mulher 33 quilos mais magra, quase um ano depois da gastroplastia, popularmente chamada de redução do estômago. “Faço coisas que não fazia antes. Tinha dificuldades para dormir e os inchaços eram rotineiros. Agora, mudou. Estou super feliz”, comemora. E tudo indica que, no próximo ano, Rossana vai fazer plásticas: a abdominoplastia e a mamoplastia.

Os dois procedimentos são comuns após a cirurgia bariátrica. Isso porque, ao contrário do que muita gente pensa, a perda de peso não é o término, mas apenas o começo do tratamento. O cirurgião plástico Rodrigo Cruvinel explica que a perda de peso resulta em diminuição do tecido adiposo. Consequentemente, isso ocasiona a sobra de pele. “A maior parte precisa da plástica para corrigir a flacidez que sempre surge. Isso acontece tanto nos homens como nas mulheres. Não há diferença. Essas cirurgias são consideradas reparadoras”, esclarece o especialista.

A mamoplastia e a abdominoplastia são as mais frequentes. Elas consistem na retirada de excesso de pele, respectivamente, das mamas e da barriga. No caso das mamas, há ainda a inclusão de prótese. Mas existem outros procedimentos que ajudam a garantir a melhor forma do corpo. Entre eles, o lifting da face e dos membros inferiores e superiores.

As partes internas dos braços e das coxas, naturalmente, já são áreas com tendência a acumular gordura, são flácidas e o enrijecimento nem sempre é tão fácil. O que dizer então  quando o paciente emagrece muito? A situação fica mais complicada e nem sempre as atividades físicas são suficientes. É aí que o médico recomenda o lifting, para acabar com a pele excedente e promover a firmeza da região. A anestesia é local e há também a sedação. Em todos esses procedimentos, a extensão da cicatriz varia de pessoa para pessoa.

E quando é a hora de fazer as plásticas ? Rodrigo Cruvinel explica que cabe ao profissional avaliar o caso e decidir se há necessidade. “O detalhe interessante é que,  quando há indicação, é preciso aguardar um tempo mínimo depois da bariátrica. As plásticas só podem ser feitas depois que o paciente estabilizar o peso. Enquanto ele continua emagrecendo a flacidez aumenta, por isso é fundamental esperar”, esclarece Cruvinel.

A faturista hospitalar, Ilzidete Alcântara de Santana Gavião, 40 anos de idade, há dois anos expõe nas redes sociais fotos que representam o sucesso da gastroplastia. E não é para menos. Em 2013, pesava 104 quilos. Atualmente a balança registra 51 quilos a menos. Restou a flacidez nos braços, na barriga e nas coxas. “Esse excesso de pele incomoda e muito. Eu não posso colocar biquíni. Sem falar que, nesse calor, tenho muitas assaduras”, desabafa Ilzidete. O peso está estabilizado, assim ela já pode fazer as plásticas. Aguarda apenas a autorização do plano de saúde.

Quanto aos riscos, estes existem em qualquer procedimento cirúrgico. Mas Cruvinel ressalta que com cautela é possível garantir mais segurança. “O recomendável é que não se faça mais de dois procedimentos ao mesmo tempo. Nada de agonia. Tudo na hora certa. E é fundamental que o paciente emagreça o máximo possível, desta forma o resultado será ainda melhor”, conclui o médico.

Depois das plásticas, a alegria vai ser completa para Rossana e Ilzidete. As duas ressaltam que não se trata só da estética e, sim, da busca pela qualidade de vida.

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