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Cirurgia plástica na infância e adolescência

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Os horizontes da cirurgia plástica vão muito mais além do que aquele simplório pensamente de que a especialidade trata apenas a vaidade.

O seu campo de atuação é mais abrangente e mesmo crianças e adolescentes podem se beneficiar dos seus recursos cirúrgicos, para corrigir defeitos congênitos e outros adquiridos, devolvendo sua auto-estima e propiciando um melhor desenvolvimento psicológico e integração social.

Defeitos congênitos como a fissura lábio-palatina, nevus gigante, hemangioma e outras, assim como as seqüelas ocasionadas após queimadura e acidentes em geral, trazem não somente prejuízos de ordem estética, mas também problemas funcionais e psicológicos, por vezes bastante graves.

O momento certo de fazer a cirurgia varia com o tipo de patologia ou deformidade apresentada; portanto, o especialista deve ser consultado. Alertamos que sempre deverá haver bom senso e responsabilidade na avaliação de cada caso.

Deformidades congênitas:
Algumas das patologias que iremos abordar são chamadas deformidades congênitas, pois seu surgimento se dá antes do nascimento. Pois bem, durante os primeiros três meses da gestação de um novo ser no ventre materno, alguns fatores do meio externo podem afetar sua formação. Muitos são levados pela própria mãe devido à desnutrição, tabagismo, doenças infecciosas, principalmente as virais, alterações hormonais, uso de alguns medicamentos e drogas chamadas teratogênicas, que afetam o bebê. Outras são de causa genética. Um bom pré-natal pode prevenir boa parte delas e trazer benefício para ambos, mãe e bebê.

– Fissuras lábio-palatinas: também chamada de lábio leporino, devido à semelhança do lábio fendido nas lebres ou coelhos e goela de lobo pela maior ou menor abertura no céu da boca. A cirurgia para correção da fissura labial poderá ocorrer a partir do primeiro mês de vida e a fissura palatina a partir do sexto mês de vida. De acordo com a idade de correção desta cirurgia e quanto mais tempo passar, outros profissionais se farão necessário como o ortodontista e fonoaudiologista, por exemplo. Em geral, os pais se culpam muito e há necessidade de um apoio psicológico, e muita paciência.

– Orelha em abano: é uma deformidade dos pavilhões auriculares (orelhas), caracterizada pela ausência da anti-hélix, levando ao aspecto aberto e retificado. Em geral acomete as duas orelhas e poderá ter graus variados. Pode ser operada após os quatro ou cinco anos de idade. Essa deformidade, apesar de não parecer um problema para os outros, é realmente algo que dificulta bastante o convívio social e expõe seus portadores a constrangimentos constantes, devido aos apelidos e brincadeiras por parte dos colegas.

– Microtia: pode ser caracterizada desde o hipodesenvolvimento à falta parcial ou total da orelha (agenesia). Há casos onde resta apenas um pequeno lóbulo. Em geral é unilateral e pode estar ligada a outras deformidades congênita, como parte de uma síndrome. A correção cirúrgica poderá acontecer a partir dos 5 anos de idade, época considerava de completo desenvolvimento das orelhas. São vários os tempos cirúrgicos. Utiliza-se enxerto de cartilagem do próprio paciente oriundo da cartilagem de costela, que será modelada à semelhança das estruturas de uma orelha normal e inserida na região onde falta a orelha. Espera-se um tempo, para depois “levantá-lo” e complementar a reconstrução com enxerto de pele.

– Nevus: este é um nome genérico para uma variedade de lesões que acometem a pele e que são de origem congênita. São aquelas “pintinhas” de cor rósea, outras amarronzadas ou pretas, pediculados ou não, com superfície lisa, ou com pêlos. Variam em número e no tamanho, chegando a ter enormes proporções que por vezes pode atingir todo um seguimento do corpo como o tórax ou abdome, o dorso e até partes extensas dos membros de uma criança. Este é conhecido como nevus piloso gigante e traz consigo um potencial de malignização que deve ser considerado e monitorado pelo especialista. O tratamento cirúrgico é complexo de acordo com a extensão do caso, acontecendo em várias etapas. O uso de expansores cutâneos ajuda nas ressecções, associado aos enxertos de pele.

– Hemangioma: apresenta-se geralmente como uma mancha de sangue na pele, de cor avermelhada ou vinhosa, podendo ser plana ou causando uma elevação. Pode aparecer em diversas regiões do corpo e quando no rosto pode surgir em apenas um lado da face ou da testa, entre as sobrancelhas ou sobre o nariz ou no lábio. É importante a avaliação do cirurgião para um diagnóstico correto e para traçar o plano de tratamento, pois a maioria dos hemangiomas no recém-nascido desaparece espontaneamente nos dois primeiros anos de vida. Porém, há os casos que necessitarão de tratamento especializado e cirúrgico.

– Sindactília: deformidade congênita que acomete os dedos das mãos e/ou dos pés, caracterizada pela falta de separação dos dedos (dedos unidos). A forma mais comum é quando dois dedos estão unidos um ao outro, mas pode-se encontrar casos onde mais dedos estarão unidos uns aos outros. A cirurgia poderá ser realizada a partir do primeiro ano de idade. São necessários exames de rotina para a realização da cirurgia e uma radiografia da mão ou do pé comprometido para ver se não há ligação entre ossos. Este tipo de cirurgia é realizado por um cirurgião plástico especializado em cirurgia de mão.

– Polidactília: é outro problema congênito que acomete os dedos das mãos e dos pés e caracteriza-se pela presença de dedos extranumerários. A cirurgia para a retirada do dedo extra poderá ser realizada a partir de um ano de idade. O cirurgião plástico especialista em cirurgia de mão é o mais capaz para a realização de tal procedimento cirúrgico, pois está mais bem preparado para escolher qual o melhor dedo formado e sua relação de melhor desempenhar as funções exigidas pela mão.

– Epicanto: é uma prega que se forma no canto interno dos olhos, podendo acarretar a redução do campo visual. Está geralmente ligado à problemas mentais. Há necessidade de uma avaliação multidisciplinar com neurologista e até oftalmologista. A idade ideal para tal correção é a partir de três anos de idade, pois a criança já se encontrará melhor desenvolvida e oferece melhores condições para suportar um ato cirúrgico. Existe uma especialidade dentro da cirurgia plástica que tem íntima habilidade com este tipo de operação, a qual é chamada de cirurgia peri-orbitária.

– Hipospádia: é uma deformidade que se caracteriza por uma curvatura do pênis para baixo e com a abertura do meato urinário no corpo do pênis e não na sua extremidade. Em casos mais graves a abertura fica na bolsa escrotal e pode provocar confusão na determinação do sexo do recém-nato. Alguns cirurgiões plásticos, urologistas e cirurgiões pediátricos podem realizar este tratamento cirúrgico complexo que é feito em várias etapas. Inicia-se em torno da idade de três anos. Entretanto, há necessidade de acompanhamento médico no decorrer dos anos, principalmente na avaliação hormonal que poderá apresentar alterações em alguns pacientes.

Fonte: Bgcirurgia plástica

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